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10. nov, 2018

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Palavras-chave: Arquitetura vernácula, construção em madeira, sequestro do carbono, construção sustentável
Resumo Arquitetura vernácula é um verdadeiro reduto de racionalidade, representa a sabedoria ancestral, em que as soluções propostas são o resultado de séculos de empirismo. Estas soluções arquitetónicas são soluções adaptadas ao clima e cultura de cada região, adequando-se aos materiais e ao meio ambiente envolvente. São princípios necessários rever, para uma arquitetura mais racional.
A Arquitetura vernácula em madeira utiliza técnicas de construção de uma conceção simples e com recursos tecnológicos muito básicos. Tecnologias com qualidades e características que se podem utilizar numa construção contemporânea responsável.
Os edifícios consomem mais de 40% do consumo de energia e 36% de CO2 na Europa. É neste contexto, que a construção em madeira pode ser a resposta para edifícios mais eficiente, com a principal premissa: a energia mais barata é aquela que não se consome.
Em conclusão utiliza-se a frase do Professor Alex de Rijke “If the 19th century was the century of steel and the 20th century the century of concrete, then the 21st century is about engineered timber”, para enfocar a evolução das estruturas em madeira e as suas várias vantagens da sua utilização: no conforto, eficiência energética, ciclo de vida, durabilidade, resistência, etc. Confere-se às estruturas em madeira a resolução da problemática da sustentabilidade da construção.

11. ago, 2017

Construção em Madeira (mass Timber): a revolução silenciosa!

Como tenho dito, o século 19º foi o século do ferro, o século 20º foi o século do betão, estamos em movimento para que este século seja o século da construção em “Mass Timber”[i].

Há grandes e várias vantagens nesta tecnologia de construção, como é sequestro de carbono e do ponto de vista da arquitetura, as normativas estão a ser cada vez mais exigentes e a incluir nos seus códigos a análise do ciclo de vida dos materiais empregues na construção. Bem como, a energia empregue na sua fabricação e se contribuem ou não para o sequestro do carbono. Tornando-se um grande problema a contornar e uma grande vantagem desta tecnologia. “A madeira é o único produto fabricado pelo sol ”.

A construção em “Mass Timber” ajuda-nos a preparar a etapa, em termos das ambições ambientais, que queremos nos nossos projetos e logo para os nossos edifícios. Não só no ponto de vista do carbono, mas em todos os processos que se devem abordar os nossos edifícios: edifício energicamente eficiente; edifícios saudáveis; sustentáveis em termos, longevidade e da habitabilidade também. Sendo edificações mais versáteis e humanas.

Se optares por esta tecnologia, quer seja como promotor da construção, quer seja como cliente. Neste momento, serás um dos pioneiros e estarás a fazer parte de uma revolução na construção, com um produto sustentável, renovável e um recursos natural.

Em Portugal estamos no preliminar dessa revolução, mas daqui a poucos anos vamos olhar para traz e sorrir para esta etapa. Mas também sinto que não temos realmente a noção de quão grande isto será. Acredito que estamos perante um novo paradigma da construção e da maneira que olhamos e vivenciamos os nossos edifícios.   

 



[i] CLT; LVL; Madeira lamelada colada; Madeira maciça;

21. jul, 2017
Desmontando mitos sobre a construção em madeira: Durabilidade das construções em madeira III

O interesse sobre a construção em madeira, advém de vários fatores entre os quais a “ (…) madeira tem contribuição de armazenamento (sequestro de carbono) “ (Santos, 2004, p.16), o que contribui para uma maior sustentabilidade das edificações. Sendo um recurso a ser considerado na resolução da problemática premente da sustentabilidade. Utilizando-se em vários elementos dos edifícios, nomeadamente em paredes estruturais, paredes divisórias, portas, portadas, estruturas de coberturas, revestimentos. “No nosso país o seu uso, bem como o da pedra, entrou em declínio aquando do advento do betão armado, sendo relegado apenas para funções de acabamento, tal como aconteceu ao seu companheiro por excelência durante centenas de anos, a pedra.” (Flórido, 2010, p.1)
Segundo o autor referido anteriormente, Flávio Flórido (2010) as características únicas da madeira fizeram com que a maioria dos edifícios tenham durado centenas de anos, só vindo a sofrer degradação quando não há uma adequada manutenção.
“A utilização destes sistemas construtivos “puros” em madeira foi outrora corrente em Portugal, (…) e que foi desaparecendo por vicissitudes várias; de facto se é o Homem que os constrói, é igualmente o Homem as destrói, os substitui (…) quando os julga, obsoletos: é o palimpsesto construtivo.” (Vaz, 2010, p.45)

21. jul, 2017

Casa em Valença do Minho construída em 1987, 120 anos: Abandonada à sua sorte, construída integralmente em Madeira de pinho nacional, uma obra de excepção, que deve ser considerado Património Arquitetónico, numa cidade que predende ser património da UNESCO. Um legado de sustentabilidade e um exemplo durabilidade e não ser deixada cair numa mentira do restauro de “Fachadismo”:Cada obra desaparecida é uma mutilação na memória colectiva. Com leis que permitem a demolição integral(...)de obras únicas, à excepção das fachadas, convertidas em simples máscaras da obra nova,1-Javier Domínguez (2007), p.8, onde só importa o lucro.